As idéias são reais, objetivas e universais.Verdadeiramente o único inteligível. Acessíveis, pois, pela transcendência do pensamento.

sábado, 16 de junho de 2007

Euforica Eufonia Egocentrica


Eu sempre vai ser primeira pessoa...

Eu sei e você também, que Eu sou o melhor pra você, alias, pra Eu também, porque Eu sou único, quer dizer, tirando você; sim porque Eu sou você...
E Eu me amo, ou melhor Eu te amo.
Eu to sempre com você...E não me venha com esse papo de altruísmo...onde quem sempre faz tudo é Eu, e Eu não posso me fazer bem...E Eu já sei o final da história, onde quem se dana no final das contas... é Eu.
Alias, quando você se dana só quem te ama, é Eu...e Eu já te falei...Ouve Eu...
Eu sempre concordo com você.
Eu sempre defendo você, e Eu adoro e amo você...
Muitas vezes você magoa Eu...mas Eu nunca te abandono, Eu compreende você...
Agora, magoa quem não é Eu pra você ver!
Olha só: Eu + Eu dá sempre Eu...agora Eu + outro é nós... e nós nunca e bom pra Eu.
Nós só é bom pra Eu enquanto Eu é bom pra nós, quando Eu não é bom pra nós, só quem é bom pra você, é Eu.
Não se importa com quem não é Eu...
Só Eu leio seu pensamento mesmo...e Eu amo o que você pensa...
Mas quem não é Eu se soubesse o que você pensa...não te olharia na cara.
Eu é tudo pra você; depois de Eu, você pensa em quem não é Eu... e se Eu incomodo quem não é Eu, isso é problema de Eu. Eu só se importo com você, e Eu.
Mas você parece não escutar Eu...
Vai por Eu...
Eu merece muito mais...
Eu posso Ter muito mais...
Até quem não é Eu, e ama você, quer fazer tudo por Eu!
Pra você ver que Eu merece...
Ama Eu, que nem Eu ama você, que você vai ganhar o mundo!
Se você amar Eu, Eu não te deixo na mão, alias, nunca deixei...
Você vai ver, que se você amar Eu;
não vai importar qualquer coisa que faça quem não é Eu...
Não tenha medo de amar Eu, porque Eu amo você; e Eu tenho poder sobre você,
que nem você tem sobre Eu.
Eu sei que você teme ganhar o mundo, e perder a alma por causa de Eu...
Sabe, Eu queria ganhar o mundo só pra te provar que Eu trocaria pela única coisa que vale mais que o mundo pra Eu...A alma de Eu...
Viu? Você sabe que Eu sabe o que faz....
Eu não é pra qualquer um...Eu é só pra você...
Eu não me troco por ninguém.
Porque ninguém vale mais que Eu.
Eu não tem Eupatia por Eufemismos ao dizer isso de Eu...
Porque no final das contas, Eu só ama você...porque você é Eu.
Apendice:
"Algumas vezes me sinto tão bem ao meu lado que acho que morreria se eu não existisse.Gosto de fazer qualquer coisa ao meu lado, minha companhia me agrada, me faz feliz, me diverte, me intriga, me emociona, me cativa, me incentiva, me acalma.Sinto uma paixão terrível por mim. Como posso me apaixonar assim?Um calor, um fogo, um arrepio, um tremor, uma loucura que parece que nunca mais irá ter fim!Eu me amo loucamente!Se tudo que é bom dura pouco, já teríamos morrido faz tempo!"
[Trecho extráido da Comunidade: Eu sou Narcisista e daí?]

Contos Singelos


O Voo de Ícaro

Em um lugar lindo no meio de uma floresta existia uma clareira; verdejante cheia de vida, sua orla era dividida pelas águas claras e calmas de um rio, e o cheiro do campo e a paz se estendiam pelas distância de dias e dias de vôo...
Logo no final do rio formava-se um cristalino lago, com águas verdes como uma esmeralda, e perto dele havia uma penha; onde se encontrava o ninho de um lindo casal de falcões, que ali viviam e se amavam muito...
O Falcão tinha um porte forte, com vigorosas garras, uma cabeça branca com um bico afiado e delineado; com asas fortes e a envergadura de um verdadeiro caçador.
A Falcoa era esbelta, bem delineada, com lindos olhos aguçados e amarelos; garras afiadas e uma penugem sedosa por todo o corpo de cores atraentes e claras se alongando sobre o peito...era rápida, e uma caçadora fulminante.
Eles viviam felizes em seu ninho...
O Falcão se exibia para sua fêmea, brincando com suas presas, e com razantes que enchiam os olhos de sua amada...
Ela crocitava de amor por ele...e estando juntos ao ninho, ela fechava suas pálpebras e esfregava a cabeça em seu peito...
Certo dia saiu o Falcão em mais um voo à procura uma deliciosa presa para ele e sua amada; quando entre as rochas, seus olhos avistaram uma linda e delicada pomba branca, seus olhos de caçador tiniram, e enquanto seu bico salivava pensou:
Nunca foi tão fácil...me divertirei caçando-a e depois levarei para minha amada...
A pobre Pomba quando se deu conta do perigo tentou alçar voo, mais já era tarde...
O voraz predador já a rodeava e brincava perseguindo-a e ameaçando-a ...
Ela voava com toda força por sua vida; mas ele sempre a alcançava; e brincando a provocava:
Para que tanta pressa minha querida?
A muito que estou a te observar...Tu és daqui?
Engraçado, porque sempre venho aqui e nós nunca nos bicamos não é mesmo?
Sabe, tu me deixas com uma vontade louca de te agarrar...
Cansando-se de brincar com a pobre, cravou suas garras nela; que caiu atordoada no chão...
E pousando bem ao seu lado, parou; e veio caminhando altivo em sua direção...
Ao chegar perto dela, ajeitou as asas, e cravou sua garra esquerda nas asas da pobre Pomba, forçando-a sobre a terra; deixando sua cabeça entre seus dedos, e sua pata apoiada bem no em seu peito que já respirava com dificuldade...
Então fechando os olhos e erguendo a cabeça se espreguiçou sob um gostoso raio de sol...
Mas quando de repente seus olhos de Falcão avistaram uma beleza sem igual...
Um penhasco cujo cume atingia as nuvens; e pouco abaixo um grande ninho, com uma beldade que o Falcão jamais tinha visto antes...
Uma penugem parda e viçosa por todo o corpo, delineado com tônus e vigor, asas majestosas, com um lindo bico amarelo e longas garras afiadas que alisavam aquela linda face...
O Falcão a media do bico às unhas enquanto ela, sensual e delicadamente coçava com o bico as penas do peito...
Seu coração acelerava como no seu primeiro voo, e ele pensava:
Nossa! Isso que é uma fêmea exuberante e sensual...
Enquanto deliciava-se com aquela visão a Pomba ao seus pés ria... e falou:
Ali não é para o vosso bico não...
Enfurecido o Falcão olhou para Pomba como que devorando-a com os olhos, e afundou sua unha em sua asa fazendo-a gemer e esta logo mudou seu discurso:
Piedade meu senhor poupa minha vida e te direis o que quiser saber daquela que tão ardentemente desejas...
O Falcão afundou a outra unha e falou:
Quem te disse que eu a desejo? E que tens tu a dizer-me, que eu queira saber, para que a poupes?
Por favor meu senhor, sei muito sobre aquela que habita penha...permitas que meu bico pobre e inútil lhe tenha serventia...
Curioso pela sedutora fêmea, o Falcão pensou um pouco; e prometeu:
Esta bem, diga-me tudo que sabes, e se me for de serventia, pouparei sua vida...
Aquela é a grandiosa rapina dos céus a Águia meu senhor; caçadora mortal, que habita nos cumes mais altos, e voa onde nenhum pássaro pode respirar; sua visão alcança os pés da montanha, e para tanto faz um campo como um vale...
Maravilhando-se com o que ouvira, o Falcão tirou suas garras da carne da pomba e disse:
Continue...
Ela vive sozinha, seu voo é gracioso e sua beleza é sem igual não é mesmo?
E quando ela costuma caçar?
Perguntou um interessado Falcão.
Bem ao raiar do dia, mas cuidado meu senhor, pois ela é um perigosa e implacável...
Satisfeito com aquilo que a Pomba dissera, o Falcão se apiedou, e resolveu deixa-la viver, mas rindo-se consigo pensava:
Perigosa...essa Pomba deve ter perdido tanto sangue que já está meio ruim da cabeça...
Aonde já se viu? Como uma fêmea tão atraente e excitante pode ser perigosa?
Ainda mais para mim, que sou um exímio caçador e predador nato...
Convenceu-se.
E enquanto pensava nisso o encontrou a Falcoa, e se deparou com aquela cena muito estranha...
O Falcão pensando na morte da Bezerra, e a Pomba ali, gemendo e livre de suas garras...
Então indignou-se:
Conte contigo e encontre o ninho no lago não é?
Desde a manhã tu saístes e até agora nada...
Que fazes tu arrastando asa ai para essa zinha?
Por que não a trucidas e vamo-nos embora?
Dei minha palavra a ela que não a matarias...
Explicou um aéreo Falcão.
Tu o que? Indignou-se a Falcoa e logo pensou:
Pobre do meu amor voou por esse sol que lhe fez tanto mal, que já não consegue mais pensar direito...
Compadeceu-se.
Súbito, a Pomba amedrontada agradece e tenta se retirar:
Bom; obrigada meu senhor por poupar-me, eu já vou me indo então...
Enciumada, a fêmea voa no pescoço da Pomba e com o bico a dilacera e diz:
Meu senhor! Que audácia!
Caindo em si o Falcão exclama:
Não ! eu prometi que ela viveria!
É mas eu não prometi nada!
Respondeu-lhe uma furiosa Falcoa.
E tu vais me explicar essa história direito!
Esbravejou enciumada.
Vendo que a situação ia piorando ficou receoso o Falcão e disse:
Que tenho eu com uma Pomba!
Estais louca? É só uma Pomba...
Vendo que realmente aquilo não tinha cabimento, mas muito desconfiada concordou a Falcoa:
Esta bem, vamos embora...
E levantando a asa bateu-a na cabeça do Falcão e disse-lhe:
Mas eu não quero saber mais de te ver arrastando asa para cima de Pombinha nenhuma ouviu-me seu Falcão à toa!
Para não piorar a situação o Falcão calou-se, e foram-se os dois...
No outro dia mais cedo que o de costume, saiu o Falcão para seu voo de caça, deixando a Falcoa à dormir no ninho...
Logo que este se foi, a Falcoa abriu um dos olhos, e espreitando para ver se ele tinha-se ido pensou:
Porque hoje ele saiu tão cedo?
Desconfiou.
Deixarei ele tomar distância e irei após ele, então verei, que estarás a fazer, pois boa coisa não deve ser...
Imaginava.
Enquanto isso o Falcão chegava-se perto da Águia; e com cautela ia acompanhando e admirando seu voo de caça.
Logo a Águia avistou uma lebre, e fulminantemente se atracou a ela...enquanto a mutilava e se fartava com seu bico, pousou o Falcão em um galho de árvore e a observava com cupidez e desejo...
Sentindo que algo a observava, a Águia virou a cabeça, e com o bico cheio de sangue olhou para o Falcão...
Que cena excitante...o Falcão estava em êxtase e seus olhos não podiam negar a ela o que ele sentia...
Percebendo a Águia as intenções do Falcão, se envaideceu e gostou muito...
Então fechando os olhos e virando a cabeça , o provocou sensualmente, voltando-se para a lebre...
Não resistindo flertou o Falcão com a Águia:
Tu és a mais linda das rapinas, e com que voracidade tão excitante saboreias e devoras essa lebre...
Excitada e sentindo-se merecida, brinca com o Falcão a Águia:
Cuidado para que um dia eu não te saboreies, Falcãozinho...
Súbito chega a Falcoa e sem saber do que se trata pergunta:
Que fazes nesse galho?
E porque fitas com teu olhar essa galinha?
Astutamente respondeu o Falcão:
Não é uma galinha meu amor, é uma Águia.
Sim, mas que fazes aqui?
Insiste a Falcoa.
Estava caçando essa lebre quando de repente chegou essa enorme predadora, então acautelei-me e fiquei aqui com medo...
A Águia fazendo-se de desentendida pegou logo sua lebre e alçou voo.
E a Falcoa vendo a natureza da situação se encheu de amor pelo Falcão; e vendo como era absurdo seu ciúme falou:
Ah meu amor...não tenhas medo...vamos que irei buscar um doce figo para adoçar seu bico...
E aliviada, fechou os olhos e encostou a cabeça em seu peito, como de costume...
Mas os dias passavam; e o Falcão só conseguia pensar na Águia; em estar no seu ninho, em voar alto ao lado dela, em estender suas asas, e por suas garras naquela fêmea que ele tanto desejava...
E como isso não acontecia ele se entristecia... já não caçava mais, estava desolado.
Já não queria mais estar ali naquele ninho...mesmo sabendo que a Falcoa o amava...
Ela caçava para ele, tentava consola-lo e ao sentir sua tristeza, chorava...
Não queres um doce figo meu amor?
Quer que eu busque uma lebre de tenra carne para nós?
Tentava ela.
Uma noite o Falcão se virou para a Falcoa, e triste, olhou para as estrelas e perguntou:
Meu amor...tu não tens vontade de voar em direção às estrelas, mais alto do que qualquer altura, e do que qualquer pássaro?
E a Falcoa respondeu.
Meu amor... o voo mais alto do meu desejo é estar aqui nessa penha, nesse ninho ao teu lado... e o desejo mais intenso de minhas asas, e meu coração, é amar-te...
E sabendo isso o Falcão ficou mais triste ainda, porque embora amasse sua companheira, seu desejo era perturbador; e o fazia sentir-se muito culpado...
Uma noite enquanto a Falcoa dormia, ele não resistiu e alçou voo...
Alçou voo com um ímpeto que nunca tivera antes, veloz como o vento ele cortava os céus em direção ao ninho da Águia no cume do penhasco...
Era o voo de toda sua louca paixão e desejo, e com toda sua força ele prosseguia...
A Águia ao ouvir seu movimento foi de encontro a ele como que de a uma presa, e cravou-lhe as garras no peito... e com suas longas asas começou a leva-lo para o alto; tanto que quase lhe faltava o ar...
Ele estava muito excitado diante de tanto perigo e desejo, mas de repente se deu conta que a
Águia o tentara transformar em presa...
Então no apogeu de sua paixão ele lutou com ela e a feriu a carne...
Ela ferida pelas garras do Falcão desistiu dele, mas com sua força quebrou-lhe a asa e o largou...
Meteoricamente caía o Falcão enquanto tinha somente tempo de arrepender-se, e ver a estupidez que fez, quando súbito; chocou-se e despedaçou-se nas pedras ...
A Falcoa que sentiu sua falta à noite saiu e foi procura-lo, quando o encontrou despedaçado nas rochas e se pôs a chorar...
Que voo tão alto alçou meu amor, para que se encontrasse nesse estado?

Campos Araganos




Campos Araganos

Vento Aragano
Ó estio de prata Vall de Núria de Glaciais eras
Vento Aragano
Nascente de Dourados mares flor de primavera
Vento Aragano
Candura Alpestre alvo oriente véu de Donzela

Prado Aragano
Gota de azeite sangue de virgem, oliveira
Prado Aragano
Canela da índia em Zaragoza flores de laranjeira
Prado Aragano
Íris de taberneira carvalho de canavieira

Há qualquer coisa em meu coração
Quando percorro os prados de Aragão
Algo um tanto vago como o Onyar em Girona
Algo como o Deslumbrante mar em Barcelona

Quando o sol se põe em Tossa Del Mar
E leva sua luz para ao mundo inferior iluminar
Onde com dourados remos os mais simples pescadores podem remar
Lá onde vou estar... Em Tossa Del Mar

Meu coração é errante como a sinuosa pureza de uma estrela caótica
Meu coração é radiante de vertiginosa beleza de uma catedral gótica
Meu coração é um vento Aragano, como a brisa de Barcelona
Meu coração é sangue de argêntea lua dos vinhedos de Girona
Meu coração tem a forma do azul do mar com fúlgida brisa a raiar
Meu coração é lua cheia que mareja meus olhos com pérolas de Onyar

Quando a lua cheia chegar, vou a Barcelona ver o mar
Ver a onda se quebrar, quando o vento rechaçar minha alma descansará
Em castelos e paragens de alva areia e claras rochas da Costa brava
Como pérolas em conchas como o estio de crisálidas

Vou a Barcelona como um vinho que se bebe
E traz as ninfas do Ebro mordendo as rosas de Cibeles

Vou a Barcelona embriagado
Com a Gota de sal dourado e o doce eflúvio almiscarado

Vou a Barcelona em êxtase e deslumbrado
Com minha nudez poetiza e a dança de Baco

Vou a Barcelona com minha sombra a tira colo
Onde Afrodite nasceu em flavas rochas sob o signo de Apolo

Vou a Barcelona em vôo rapace
Onde Narciso afogou-se e o mar guardou em sua beleza o reflexo de sua face

Vou a Barcelona como o canto de cisne que morreu
Com a harmonia do mar diante da lira de Orfeu

Vou a Barcelona do meu desejo alado
Como Babieca de El Cid como o Corcel de Santiago

Vou a Barcelona como a um coral de nubes moças
Do meu mais puro amor e como a canção de Tristão e Isolda

Vou a Barcelona da minha ardente paixão
Ó coroa de espinhos, ó doce estio de verão

Vou a ti Barcelona e nosso caso é assim
Nem eu sem vois nem vois sem mim